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A História de Leonardo Não Cabe Aqui

Tem histórias que nos inspiram a superar as dificuldades e não desistir dos nossos objetivos. Clichê? Pode ser, mas certos clichês da ficção são baseados nas melhores histórias da vida real. Leonardo Barbosa, estudante de Engenharia Química do Centro Universitário do SENAI CIMATEC, sempre foi fã da Disney, assim como diversos jovens de sua geração e de tantas gerações anteriores. Mas foi quando leu a biografia do criador do Mickey Mouse e do Pato Donald que o seu fascínio por esse fantástico universo ganhou uma nova dimensão.”É uma história que conversa muito comigo. Walt Disney foi um cara pobre que enfrentou diversas barreiras e nunca deixou de acreditar em seus sonhos”, diz o jovem estudante.

Outras histórias memoráveis foram O Pequeno Príncipe, clássico que continua encantando jovens e adultos, e a série de livros Harry Potter. “Esses personagens abordam muito a questão da imaginação. E eu sonho muito. Sempre fui muito curioso. O Pequeno Príncipe foi o primeiro livro que li. Em diversos momentos da minha vida, eu precisei daquele livro para voltar a me encontrar”, lembra Leonardo, num exemplo de como a literatura pode exercer um papel positivo na formação pessoal de um jovem, independente da área de atuação que pretenda seguir.

Apaixonado por química desde a oitava série do ensino médio, quando participou de uma Olimpíada estudantil, o caminho para a Engenharia Química foi natural. Leonardo entrou na primeira turma do curso no Centro Universitário SENAI CIMATEC e enxergou uma oportunidade. “Percebi que poderia ajudar a desenvolver o curso, ser um braço forte. Queria me formar e saber que deixei um legado interessante”.

Logo no início da sua vivência universitária, começou a articular diversas iniciativas. Buscou apoio para a realização da Semana de Engenharia Química do SENAI CIMATEC e esteve à frente das duas primeiras edições. Depois, descobriu a AIChE (American Institute of Chemical Engineers), uma organização global e centenária de engenheiros químicos, com mais de 60 mil membros em cerca de 110 países, que conta com capítulos estudantis, braços formados por estudantes engajados. Então, Leonardo promoveu a criação do primeiro capítulo baiano da AIChE, que presidiu até 2018.

“Fundamos a AIChE CIMATEC em 21 de abril de 2017. No primeiro ano, levamos 45 estudantes para a usina nuclear de Angra dos Reis. Foi quando eu percebi que gosto de trabalhar com pessoas. A AIChE me trouxe essa possibilidade”, relata.

A atuação dos estudantes baianos chamou a atenção da AIChE global. Em 2018, Leonardo foi o primeiro brasileiro a receber o Prêmio de Liderança Internacional concedido pela Instituição, e viajou até Pittsburgh/EUA para a cerimônia de premiação. Agora em 2019, seus colegas irão para Orlando/EUA para ganhar o prêmio de Capítulo Estudantil de Destaque concedido à AIChE CIMATEC, referente ao ano de 2018, ainda sob gestão de Leonardo.

Já são muitas histórias para contar, e o Centro Universitário SENAI CIMATEC exerceu um papel importante nessa trajetória. “Eu acho que meu perfil, de querer sempre inovar, está muito alinhado à postura do CIMATEC. Esse ambiente me faz brilhar os olhos e fomenta conexões com várias pessoas e empresas. É um clima de engajamento e energia que me motiva cada vez mais a me desenvolver e a contribuir para o desenvolvimento da faculdade”.

Sempre inquieto, em movimento constante, Leonardo participou  do Impact Experience 2019, evento promovido pela McKinsey & Company, parceira do SENAI CIMATEC na Fábrica Modelo 4.0. Com 1300 estudantes na primeira etapa, o grupo de Leonardo ficou em segundo lugar na classificação final. A experiência lhe permitiu exercitar ainda mais o papel de líder.

“Consigo observar pontos positivos nas pessoas, o que podemos extrair de cada um. Além disso, me vejo sempre como um fator de crescimento do lugar onde eu estou. Talvez essas características me façam ser um bom líder”.

Leonardo tem apenas 23 anos e uma história que vai muito além do que cabe neste texto.

 

 

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