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A História de Marco Não Cabe Aqui

Tem histórias que expandem nosso horizonte e marcam a nossa trajetória. O jovem Marco Marcassa teve sua primeira incursão no fascinante mundo da eletricidade através uma varinha mágica. “Eu era aficionado por Harry Potter e coloquei um led na ponta de uma varinha que eu tinha. Era algo que podia ter sido comprado pronto, mas preferi fazer eu mesmo. Até hoje tenho aquela varinha”, lembra Marco, que atualmente está prestes a se formar em Engenharia Elétrica pelo SENAI CIMATEC.

Marco tem se destacado como Bolsista de Iniciação Científica em um projeto que estuda o uso de um dispositivo de BCI (Brain-Computer Interface, ou Interface Computador-Cérebro) para pessoas com comprometimento de fala. Trata-se de um capacete tecnológico que, por sinal, lembra bastante outro personagem de histórias marcantes. “O universo dos X-Men era um dos que mais me intrigava, porque havia alguns aspectos plausíveis, de certa forma. Por exemplo, o capacete do Professor Xavier era um tipo de BCI. Com elementos fantasiosos, é claro, mas era esse o conceito”.

Entre diversas outras histórias que habitaram o imaginário da infância e adolescência de Marco, ele cita Star Wars e De Volta Para o Futuro. “Sempre tive uma necessidade muito grande de entender como as coisas funcionam em volta de mim. Acredito que essa característica, associada à carga de ficção científica que eu recebi, me levou ao universo da Engenharia”. As inspirações da ficção se aliaram às necessidades concretas do cotidiano.  Marco queria descobrir o que precisava ser desenvolvido no mundo, os problemas reais da sociedade que poderiam ser resolvidos com inovações na Engenharia.

A vivência universitária no SENAI CIMATEC, com a amplitude de possibilidades que traz, abriu novos horizontes para o jovem estudante. “Fui apresentado a dezenas de inciativas e ramos que antes nem imaginava existir. Quando eu finalmente reconheci minha paixão, um segmento escolhido por pouquíssimos profissionais da minha área, o CIMATEC abriu portas para mim”. A área a que ele se refere como sua paixão descoberta é a Engenharia Biomédica. Foi a partir desse direcionamento que surgiu a ideia de utilizar o BCI para usos terapêuticos. “Há um cunho médico e social que eu achei fantástico”, diz.

De maneira alinhada com as tendências de organização em rede da sociedade atual, a tecnologia de BCI utilizada por Marco no projeto é open source, uma construção coletiva. Software e hardware são de fonte aberta e os resultados vêm da contribuição de uma comunidade científica diversa, através de fóruns e outras formas de comunicação.

A área escolhida por Marco extrapola os conhecimentos normalmente associados à Engenharia, já que envolve neurociência e psicolinguística. E ele conta que, no SENAI CIMATEC, encontrou as pessoas e projetos ideais para seguir esse caminho nada óbvio. “Aqui fiz amigos, conheci profissionais fantásticos e, principalmente, recebi a liberdade para sonhar grande”. Marco tem apenas 23 anos e uma história que vai muito além do que cabe neste texto.

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