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Estudante do CIMATEC participa de projeto inovador premiado pela ONU

Conciliar inovação tecnológica com projetos sociais é o que motiva a jovem Marcela Sepreny, estudante de Engenharia Química do SENAI CIMATEC que participou do desenvolvimento do projeto Aqualuz, uma tecnologia simples e criativa para filtrar água com luz solar.

 

Idealizado pela biotecnóloga Anna Luísa Beserra, da startup SDW, o Aqualuz tem beneficiado diversas famílias no semiárido do Nordeste e já virou notícia internacional. Em Nova York, o projeto será contemplado com o prêmio Jovens Campeões da Terra, da Organização das Nações Unidas (ONU), no dia 26/set. Em abril deste ano, o Aqualuz ficou em segundo lugar e levou o prêmio de R$25 mil na competição HackBrasil, evento de tecnologia realizado em Boston, nos Estados Unidos.

 

Com bom humor, Marcela lamenta não poder ter ido receber o prêmio em Boston por uma infeliz coincidência: bem no período da viagem, ela quebrou o pé e precisou fazer uma cirurgia. “Estava tudo certo para a minha ida, mas o médico proibiu. De qualquer forma, claro que fiquei muito feliz em saber que um equipamento que pode ajudar tantas pessoas está recebendo reconhecimento mundial. Isso ajuda na busca por investidores, para que possamos beneficiar ainda mais famílias”, diz a estudante do CIMATEC, que conheceu Anna Luísa através de um anúncio de vaga no Linkedln. “Fui atraída por esse projeto porque me identifico com a área de meio ambiente e soluções hídricas”, conta.

 

O prêmio do HackBrasil tem sido investido no aprimoramento e expansão da iniciativa. Através de colaborações com ONGs, o Aqualuz já tem 53 equipamentos funcionando em diversos estados do Nordeste, distribui água potável para 265 pessoas e alcançará mais 700 ainda este ano.

Como Funciona – O sistema usa radiação solar para filtrar água de maneira sustentável, sem necessidade de manutenção especializada ou energia elétrica, em regiões do país que sofrem com a seca.

Premiada na ONU, invenção baiana filtra água com luz solar

A água é bombeada da cisterna até uma caixa de inox, passando por um filtro ecológico de algodão que retém partículas sólidas. Depois, já com a água armazenada na caixa de inox, ocorre a purificação: a exposição à radiação solar elimina os micro-organismos patogênicos e a alta temperatura na caixa ajuda a eliminar impurezas. Por fim, um dispositivo acoplado à caixa muda de cor e indica quando a água pode ser consumida.

 

O Aqualuz pode filtrar até 28 litros por dia, sem qualquer uso de compostos químicos. Testes feitos em laboratório certificado mostraram que o sistema reduz em 99,99% a presença de bactérias de referência. O invento baiano é um aperfeiçoamento dos filtros SODIS, que usam garrafas PET e já são comuns em muitos países.

 

“É algo básico e criativo, nada muito complexo, mas que pode salvar muitas vidas”, explica Marcela, cuja função no empreendimento foi desenvolver o mecanismo da primeira etapa da filtragem. Para que o projeto seja ainda mais sustentável, as jovens empreendedoras começaram uma parceria com uma empresa que vai desenvolver um novo modelo de filtro com tecidos reciclados.

 

A startup também vem trabalhando em outras iniciativas relacionadas à purificação de água, como tecnologias de dessalinização.

 

Inovação Acadêmica – No SENAI CIMATEC, Marcela encontrou um ambiente propício à geração de ideias que resolvam problemas reais de impacto na sociedade e na indústria. Isso porque o Centro Universitário estimula o espírito de inovação nos alunos, de maneira integrada com um dos Centros Tecnológicos mais avançados do país.  “O SENAI CIMATEC sempre nos apoia em relação a essas iniciativas”, diz a jovem, referindo-se tanto às atividades científicas quanto a trabalhos sociais que são realizados por grupos estudantis.

 

Marcelle Minho, que coordena o projeto de Inovação Acadêmica do SENAI CIMATEC, afirma que o Centro Universitário visa potencializar ações como as de Marcela. “Estamos formando o profissional do futuro, aquele que, além de uma base sólida técnico-científica, possui competências pessoais e interpessoais que o habilitam a atender as demandas de um mercado cada vez mais competitivo”, explica a professora.

 

Com o projeto de Inovação Acadêmica do SENAI CIMATEC, os alunos de graduação podem experimentar três caminhos de carreira durante o curso: Técnico-Gestor, Pesquisador ou Empreendedor. Assim, os jovens têm uma visão ampliada e estratégica do mundo do trabalho, desenvolvendo competências para que direcionem suas trajetórias profissionais de acordo com seus perfis específicos.

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